segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Rita Afonso - Dia 5

Quinto dia – 31 de Julho de 2007

Good Morning everybody. Hoje é o dia do “Splash”, uma actividade com diferentes desportos náuticos. Eram exatamente seis e meia da manhã, já toda a Tropa 10 estava fora das tendas, a aprontar-se para um dos dias mais divertidos no Jamboree. Pequeno almoço tomado e almoço dentro das mochilas, a Tropa 10 dirigiu-se para a zona dos autocarros e foi a caminho de mais um magnifico dia.
Chegámos à zona do “Splash” e cada um foi para a actividade que lhe correspondia. O meu grupo foi para a construção de jangadas, onde havia uma mística de piratas, que nos desafiaram a fazer uma batalha. Os piratas estavam divididos por cores, sendo a nossa a cor azul. A nossa tarefa era construir uma jangada e apanhar bolas na água, que eram lançadas em terra pelos monitores.
A construir a nossa jangada ficaram escuteiros de Portugal e da Nigéria e fomos os primeiros da nossa cor a ir para a água. Ainda sofremos alguns ataques de piratas das outras cores, mas conseguimos chegar a terra com todas as bolas necessárias.
Mudámos de roupa e, após o almoco, dirigimo-nos novamente de autocarro a campo, tendo oportunidade para dormir uma tão desejada hora. Aproveitámos ainda para partilhar cada actividade que cada um realizou, sendo que foram todas bastante divertidas. Chegámos perto das três horas da tarde, aproveitando posteriormente para tomar banho e arrumar o campo, que bem precisava. Jantámos, demos uma volta pelo campo e fomos dormir. Decorreu assim o, até agora, mais divertido dia de toda a actividade.
Ass: Rita Afonso

Rita Afonso - Dia 4

Quarto dia – 30 de Julho de 2007-08-03


Bom dia, Tropa 10 e muitos parabéns ao Ivo! Hoje foi um acordar especial, pois acordámos ao som de música escocesa, o que foi bastante agradável, embora nem todos tenham pensado o mesmo, tendo em conta que podiam ter dormido mais vinte minutos. Acordando perto das sete horas, a Tropa 10 preparou o pequeno almoco, comeu e dirigiu-se por equipas para actividades a realizar no campo.
Tendo em conta que a manhã era livre, cada equipa escolheu o que queria fazer, tendo a minha equipa ido para o “Energise”, um campo das mais variadas actividades, onde nos divertimos bastante e experimentámos coisas que nunca tinhamos experimentado antes. Integrámos um grupo que estava a tocar tambores, jambés, triângulos e outros instrumentos, onde o instrutor pediu a todos que fizessem silêncio. Pediu seguidamente ao Ivo, que ja se tinha destacado por tocar realmente muito bem, para tocar sosinho, que fez um solo espectacular.
Dirigimo-nos a outras tendas de trabalhos manuais, pinturas indianas, artesanato e muitas outras actividades, cantando sempre pelo caminho os parabéns ao Ivo. A Tropa 10 reuniu-se para almoçar e após o almoço fomos a uma actividade em grupo, onde debatemos vários aspectos do mundo, como a poluição e a fome. Fizemos ainda uns jogos e dirigimo-nos seguidamente para uma tenda com aproximandamente trezentas pessoas, onde nos deram uns instrumentos para tocarmos todos juntos. Havia ainda jambes, tendo o Ivo tocando mais uma vez, sendo no final de muitas músicas, chamado ao palco, onde lhe foi cantado os parabéns por todas aquelas pessoas.
Acabada a actividade, a Tropa 10 dirigiu-se para o seu campo para preparar o jantar. Depois de comer, dirigimo-nos para um jogo, que consistia em realizar cem actividades, sendo cada uma premiada com um autocolante. No final do jogo, faltava-nos apenas três autocolantes.
Terminada a actividade, o grupo conversou sobre todos os acontecimentos do dia, indo de seguida descansar. E assim passou mais um excelente dia do Jamboree Mundial.
Ass: Rita Afonso


Rita Afonso - dia 3

Terceiro dia – 29 de Julho de 2007


Após uma noite como a de ontem, logicamente que estavamos todos de rastos, pelo que, o nosso chefe foi realmente um porreiro em nos deixar dormir mais quinze minutos do que o habitual. Acordámos quando faltava um quarto para as sete da manhã e preparámo-nos para mais um dia. Tomámos o pequeno almoco e preparámo-nos para o dia do Starburst, que dividiu a Tropa 10 em três equipas, integradas em grupos com diferentes paises, dirigindo-se cada grupo para uma diferente zona.
O grupo onde me inseri foi para um parque enorme, onde pudemos melhorar uma zona de arvoredo, retirando umas plantas que prejudicavam o crescimento de outras. Esta actividade durou toda a manhã, sendo que, depois de almoço, realizámos um raid de orientação, em pares, que correu muito bem e foi bastante divertido.
Com a actividade terminada, dirigimo-nos a campo, chegando perto das quatro horas. Quando toda a Tropa se encontrava finalmente junta, todos partilharam as suas diferentes experiências do dia, sendo muito engraçado ouvir e partilhar cada experiência.
Dirigimo-nos mais tarde para uma missa católica, que contou com a participação de escuteiros de vários paises. Nesta cerimonia encontrámo-nos com portugueses de outras tropas e com americanos que já tínhamos conhecido antes.
Acabada a missa, foi preparado o jantar e depois dos banhos e das tentativas de roubo à comida da cozinha, jantamos e fomos dormir. E assim se passou mais um dia nesta unica e maravilhosa actividade.
Ass: Rita Afonso

domingo, 5 de agosto de 2007

Rita Afonso - Dia 2


Segundo dia - Abertura oficial.


ALVORADA! Eram exactamente seis e meia da manhã, e era o primeiro acordar no Jamboree para a Tropa 10. Tratámos da higiene pessoal e preparámos um reforçado pequeno almoco. Comemos e metemo-nos a caminho da abertura oficial do Jamboree Mundial.
Centenas e centenas de escuteiros sairam dos seus sub-campos em direcção à arena principal, decorados a rigor com tudo e mais alguma coisa que representasse os seus paises. A arena começava a encher, ficando a Tropa 10 sentada mesmo em frente ao palco principal, por trás de uns escuteiros da Hungria com quem comunicamos imenso, ficando a conhecer bastante do escutismo e outras coisas da Hungria.
Todos os paises participantes neste grande evento mundial, foram apresentados no grande ecrã, um de cada vez. Rodeados de escuteiros das mais variadas nacionalidades, a Tropa 10 esperava ansiosamente para gritar por Portugal. Quando apresentaram Portugal, gritámos até não poder mais.
Deu-se depois o desfile de bandeiras de todos os países até ao palco principal, chegando em último a bandeira mundial. Foi depois tempo de aguardar pela chegada do Principe William de Inglaterra, que foi acolhido calorosamente por todos. Após a entrada do príncipe, vários chefes deram as boas vindas a todos os participantes, que aplaudiam com grande energia.
Finalmente deu-se a abertura oficial da actividade. Fez-se contagem decrescente e, no fim da contagem, todos aplaudiram com grande emoção. Fez-se uma pequena paragem para almoçar umas sandes que tinham sido fornecidas e beber uns sumos que, tanto como as sandes, não eram do agrado de muita gente. Acabamos de almoçar muito rapidamente e continuámos a festa. A arena estava realmente uma loucura, havendo muita música e todos os escuteiros estavam a dançar com a maior felicidade que alguma vez se viu.
Após muita festa e alegria, deu-se o encerramento da abertura oficial e todos regressaram para os campos sendo que, no caminho de regresso, a Tropa 10 aventurou-se a tentar ensinar uns italianos a dançar e cantar o “Malhão”, o que foi uma tentativa quase falhada, mas ainda demos umas boas gargalhadas.
Chegando a campo, preparámos o jantar, tomámos banho e arrumámos o campo. Após o jantar, a noite foi livre, tendo uns ido comprar lembranças para levar para Portugal, outros trocado insignias e outros foram para a grande arena para um concerto que, apesar da chuva intensa, obviamente que não acabou. Outros substituíram o passeio pelo campo, por umas simples saidas à roulote mais proxima que aparentasse ter comida “normal”, visto que o jantar estava realmente péssimo.
Perto das onze horas da noite, a Tropa 10 encontrou-se para conversar sobre o dia e para ir descansar para as tendas. Decorreu assim o segundo dia da actividade que já todos dizem ter sido a melhor de sempre.

Artigo Publicado no "One Word" de Hoje

Olhos bem abertos






















Poderíamos falar sobre qualquer tema quando tocamos no assunto da cidadania e da convivencia com os outros, mas talvez este se insira melhor na mensagem sobre a qual queremos reflectir. Vivendo a nossa vida no dia-a-dia, não temos a consciencia das consequencias de alguns dos nossos actos. Por exemplo, quando deixamos o frigorífico muito tempo aberto, ou quando deitamos um saco de plástico para o chão. Estas acções, por mais insignificantes que nos pareçam, atingem brutalmente o ambiente que nos rodeia, principalmente porque todos o repetem.
Aqui no Jamboree, não há sacos de plástico que escapem a um caixote do lixo, não há papeis espalhados pelo chão, e não há escuteiro que não se envolva e participe em actividades que nos ensinem e relembrem dos nossos deveres para com o que nos rodeia.
Sabiam que todos os dias, um bilião de pessoas vive sem água potável?
Assim, com placas espalhadas pelo campo, alertando-nos para factos naturais e humanos importantes (e muitas vezes chocantes), com actividades que incluem a reutilização de lixo, com tendas que tratam de temas relacionados com os direitos humanos, voluntariado, 1os. socorros, poluição, saneamento básico, comércio justo, prevenção de doenças, luta contra a SIDA, pobreza, fome, refugiados, autocarros que focam também temas interessantes como a escravatura, terrorismo, etc., não podemos fugir a esta realidade.
Como cidadãos do mundo, estamos aqui com os olhos mais abertos para os problemas qie existem em toda a terra. Por isso, damos o exemplo e levamos connosco deste Jamboree Mundial uma atitude mais consciente e realista, mas sempre optimista e activa para deixar o mundo um bocadinho melhor do que o encontrámos.


Ana Trigo Macau 341
Carolina Serrano Vila Viçosa 639

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Construir pontes


Ao longo do Jamboree vão sendo realizadas varias actividades com diversos objectivos. Seja na área dos direitos humanos, da saúde ou do ambiente, muitos dos ateliers e propostas de trabalho têm uma mesma finalidade: alertar para determinados aspectos que na correria do nosso dia-a-dia acabam por passar despercebidos.
Mas felizmente não tem passado despercebido aos nossos escuteiros, um dos imensos lemas deste 21º Jamboree que se esta reflectido em tudo quanto de envolvem aqui em UK: construir pontes.
Somos levados a construí-las com massa no Terraville, com legos nos Hubs, com caixotes e tábuas de madeira no Trash, ou com o próprio corpo (só para ginastas!) um pouco por todo o lado! Vindos de países tão diferentes, apesar de sermos todos defensores dos mesmos ideais escutistas, é natural que tenhamos opiniões distintas, opiniões essas que muitas vezes em vez de discutirmos abertamente, temos dificuldade em aceitar. Felizmente pelo que se pode observar, todos os participantes do Jamboree estão empenhados em, através dessas pontes, facilitar a comunicação e em tirar máximo partido do que o outro tem para dar, para que deste 21º Jamboree resultem pontes sólidas que possam unir os jovens de todo o Mundo e consequentemente os seus povos!



Andrea Guerreiro - Leiria